segunda-feira, 13 de outubro de 2014

TELEVISÃO E VIOLÊNCIA NO BRASIL



Feliz é a nação cujo Deus é o SENHOR! 
E não uma emissora de televisão


"A TV é, em grande escala, um narcótico visual ou tranquilizante. Ela apresenta uma programação relativamente fútil como escape de uma vida diária relativamente sem significado." (George R. Knight)

DESLIGUE A TELEVISÃO
A televisão tem o poder de nos afastar do que há de fundamental em nossas vidas.
Quando você vai a um supermercado, você compra alguma coisa em todas as seções? É claro que não. Você vai para as seções onde há algo que quer e passa direto por aquelas onde não há nada de que você precise. Mas, quando se trata da televisão, muitos de nós parecemos consumidores vorazes que não resistem a qualquer oferta. Às segundas-feiras vemos televisão. Às terças vemos televisão. E às quartas vemos televisão. Muitas vezes vemos televisão porque estamos viciados e não porque haja algo que realmente desejamos ver. Quando você estiver na frente da televisão, faça-se a pergunta: “Eu quero mesmo ver isso? Ou poderia estar batendo papo com amigos, com a família, lendo um bom livro, fazendo uma caminhada?”
Os psicólogos descobriram que algumas pessoas assistem tanta televisão que sua capacidade de conversar chega a ficar prejudicada. Nas palavras de um psicólogo: “A televisão rouba nosso tempo e nunca o devolve.”  
Não ligue a televisão somente porque ela esta lá e isso é o que você costuma fazer. Tire-a da sala (ou desligue), faça da hora da refeição um momento de troca de vida. Ligue-a apenas quando houver algum programa que você realmente queira ver. Você vai aprender a usar suas horas liberadas de formas enriquecedoras, criativas, que lhe darão muito mais prazer e felicidade do que o entorpecimento passivo que a televisão acionada pelo controle remoto pode lhe trazer.
As pesquisas mostraram que assistir televisão em excesso pode triplicar a sua ânsia consumista, e cada hora diária de televisão reduz sua satisfação pessoal.
Wu, 1998.
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NÃO ACEITE O RETRATO DO MUNDO QUE A TELEVISÃO TRANSMITE.
Se você assistir aos noticiários da televisão, às novelas e aos programas de grande audiência sem estar com o senso crítico aguçado, chegará inevitavelmente à conclusão de que o mal predomina assustadoramente no planeta, que a desgraça é iminente e que o fim do mundo está próximo. Será confrontado também com ambiente de luxo e riqueza, onde só há alegria e mulheres deslumbrantes apresentadas como um ideal a ser atingindo. De um modo geral, ficamos ali sentados, inertes, engolindo passivamente tudo, sem nos darmos conta do mal que essas imagens nos fazem. Por isso, tome duas iniciativas: procure evitar os noticiários antes de dormir, para não levar todas aquelas desgraças para o seu sono. Ou então assista aos programas e novelas filtrando com seu senso crítico, sabendo que o que é bom, positivo, nobre e generoso dificilmente encontra espaço nas telas, tomando consciência de que a realidade é ambígua e que os valores determinantes da felicidade não se identificam com o luxo e o esplendor que a televisão apregoa.
......................................................................................................................................................................................................................... Durante mil gerações, a tribo Gwinch’in viveu no norte do Alasca em um isolamento cultural quase completo. Os membros da tribo eram totalmente auto-suficientes, sobrevivendo com base em habilidades e sabedoria aprendidas com seus pais e com os anciãos.
Em 1980, um líder da tribo adquiriu uma televisão.
O evento é descrito por membros da tribo como o princípio de um vício. Em breve convívio e os costumes nativos começaram a ser ignorados de modo á maximizar o tempo diante da televisão. Um pesquisador comentou a respeito da experiência dessa tribo: “Para esses nativos, como para todo mundo, a televisão é um gás paralisante cultural. É inodoro, insosso e mortal.”
O que aconteceu com as tradições Gwinch’in que haviam sido respeitadas durante milhares de anos? Nas palavras de um membro da tribo: “A televisão nos fez desejar ser uma coisa diferente. Ela nos ensinou a cobiça e o desperdício, e a agora tudo o que éramos está perdido.”
A televisão é capaz de mudar a nossa visão do mundo e nos incentivar a desenvolver conclusões altamente irreais e muitas vezes prejudiciais que reduzem a nossa satisfação na vida a perto de cinqüenta por cento.

Jeffres e Dobos, 1995. 


EFEITOS DA TELEVISÃO EM SEU CÉREBRO
Por Ana Carolina Cury  

Influência ou manipulação? O que você assiste pode representar um grande perigo para sua vida.

Nosso cérebro funciona como um computador
AUGUS T. JONES
 (Ator Americano)
Credito: ligadonagospel.com 

“Dizem que é entretenimento, mas faça uma pesquisa por conta própria sobre os efeitos da televisão em seu cérebro e conseguirá formar uma opinião. As notícias não serão nada agradáveis”. – Alerta Angus T. Jones (Ator Americano de "Two and a half men", convertido a uma igreja cristã evangélica) - Sugerimos que você siga este conselho: Faça uma pesquisa!

A psicóloga *Denise Moreno explica que somos constantemente influenciados, isso porque a mente humana funciona de modo bem semelhante ao de um computador: “Já percebeu que quanto mais baixamos programas no computador; mais lento ele fica? Já percebeu que vários downloads que você fez na web trouxeram vírus para o seu computador? O mesmo ocorre com a nossa mente: o cérebro retém informações ilimitadas, então nosso comportamento é resultado do conteúdo que absorvemos”, afirma a especialista.

Sendo assim, a população é facilmente manipulada por tudo que é exibido na telinha, seja por um comercial que promete ilusões, seja por um filme que traz a idéia de perfeição ou uma novela que padroniza comportamentos, moda, beleza, etc.

Um estudo recente feito pela Universidade de Taubaté (Unitau) revelou que a mídia televisiva influencia diretamente na formação da identidade do adolescente, no consumo de roupas e de produtos eletrônicos e também nas suas relações com a família e com os amigos.

Desconecte-se da inutilidade e aproveite seu tempo

  • Pela manhã escreva as tarefas que pretende realizar durante o dia.
  • Valorize os contatos pessoais com amigos e familiares.
  • Realize atividades ao ar livre.
  • Inclua exercícios físicos em sua rotina.
  • Escolha um hobby e se dedique a ele no mínimo uma vez por semana.
  • Ao utilizar a internet, seja breve e objetivo.
  • Evite assistir à televisão ou acessar a internet pouco antes de dormir.
  • Evite curiosidades sobre a vida alheia, se foque em você.
  • Ao assistir à televisão escolha programas que acrescentem algo a sua vida profissional ou pessoal.
  • Desenvolva projetos e invista neles todos os dias.
*Denise Moreno é formada em psicologia clínica e especialista em clínica psicanalítica e em neurociências da reabilitação.

Um vício comum entre os brasileiros
Em um artigo intitulado “Brazil’s Novelas May Affect Lifestyle Choices” (Novelas do Brasil podem afetar as vidas dos telespectadores), o jornal americano The Washington Post revelou o poder de influência das novelas na vida dos brasileiros. Segundo a pesquisa, no Brasil, um país que na média assiste mais à televisão do que qualquer outro, exceto o Reino Unido, as novelas têm um efeito mais duradouro ao influenciar escolhas no estilo de vida e se tornaram algo muito importante na sociedade brasileira.

Assistir à televisão, navegar na internet e usar celular são hábitos cada vez mais comuns e intensos entre a população. Em resposta a isso somos bombardeados por diversos tipos de conteúdo. A mídia influencia a pessoa no modo de pensar, de agir e até de como se vestir, dita regras e padrões que fazem com que milhares de pessoas caiam em depressão e vivam como Raquel foi um dia: uma pessoa frustrada em busca de alguém que ela não era.

A dona de casa Raquel Cristina Sant` Helena, é uma prova. Desde criança, ela tinha o hábito de assistir a novelas e, quando estava com 13 anos, uma em especial chamou atenção. “Eu queria ser igual à protagonista daquela trama em todos os sentidos: na vestimenta, no cabelo, na maquiagem e no comportamento. Cheguei a aprender a cantar as músicas em inglês que ela cantava na novela”, conta Raquel.

A personagem que a influenciou era um cantora de rock que vendeu sua alma a um vampiro (*diabo) para brilhar na carreira e com o sucesso deste pacto conquistou fama. Hipnotizada com a história, Raquel a incorporou à vida real e até sua família se assustou.

Depois de meses levando uma vida que não era a dela, Raquel chegou ao ponto de tentar o suicídio. [...] “Mas graças a Deus não deu certo. A porta que dava acesso ao local aonde eu iria me jogar estava trancada”, relata a dona de casa.

“Não vivo mais de fantasia, não vivo mais à mercê de minhas emoções e sentimentos, não fico mais na base da comparação com a história de personagens fictícios, nem mesmo de pessoas reais ou da vida das celebridades. Vivo a minha vida e escrevo a minha própria história”, completa a dona de casa.

É importante ressaltar também que a mídia pode ser um importante e essencial instrumento para a sua formação profissional e pessoal, desde que você selecione algo que agregue elementos positivos à sua vida. Então, para saber se ela tem contribuído ou não para sua formação, responda: o que você tem assistido ultimamente? Em que isso colabora para você ser uma pessoa melhor? (Fim)
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QUEM É DE JESUS NÃO ASSISTE NOVELA.

Observe nas novelas (inclusive nas novelas dedicadas ao público jovem):

- Mulheres no cio e nervosas 24 horas por dia;
- Homens e mulheres tipo cafajestes;
- Prática de adultério em  nome do amor ou não;
- Imposição de preferência sexual;
- Violência gratuita e taras;
- Agressão física entre mulheres;
- Sequestro e assassinato;
- Mulheres com comportamento de vagabunda;
- Cenas grosseiras de introdução sexual em cenas de beijos e carícias (público infantil assiste com o consentimento dos pais e das autoridades);
- Famílias destruídas;
- Cinismo;
- Todos os tipos de bulling;
- O nome de Jesus Cristo é evitado ou negado.
- Em nenhum momento o nome de Deus é exaltado.  

Na verdade, e o público ainda não percebeu, que a novela termina revelando o estilo de vida, o caráter e as preferências dos próprios atores e produtores envolvidos.
    
NO MOMENTO EM QUE VOCÊ ESTÁ ASSISTINDO NOVELA, A SUA RELAÇÃO COM DEUS É COMPLETAMENTE ANULADA. 

BIG BROTHER BRASIL - UM PROGRAMA IMBECIL



Olha, JESUS CRISTO é a nossa única esperança.
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sexta-feira, 10 de outubro de 2014

O TRÁFICO DE DROGAS NO RIO

(Culpados)





Drogas: Antes e Depois
Êi Psiu!
Você ainda vai experimentar a DANADA
 pra saber qual é? 


Quer saber a razão?
Então leia a matéria abaixo publicada por Sylvio Guedes, editor-chefe do Jornal de Brasília, onde critica o “cinismo” dos jornalistas, artistas e intelectuais ao defenderem o fim do poder paralelo dos chefões do tráfico de drogas. Ele desafia a todos que “tanto se drogaram nas últimas décadas que venham a público assumir: EU AJUDEI A DESTRUIR O RIO DE JANEIRO!” 

"Como os usuários de drogas se tornaram sócios da mancha de sangue espalhada pelo tráfico no Rio?" 

Por Sylvio Guedes (é bom relembrar):
“É irônico que a classe artística e a categoria dos jornalistas estejam agora na, por assim dizer, vanguarda da atual campanha contra a violência enfrentada pelo Rio de Janeiro. Essa postura é produto do absoluto cinismo de muitas das pessoas e instituições que vemos participando de atos, fazendo declarações e defendendo o fim do poder paralelo dos chefões do tráfico de drogas.

IPANEMA E LEBLON NUMA ÉPOCA DE MUITA PAZ  

Quando a cocaína começou a se infiltrar de fato no Rio de Janeiro, lá pelo fim da década de 70, entrou pela porta da frente. Pela classe média, pelas festinhas de embalo da Zona Sul, pelas danceterias, pelos barzinhos de Ipanema e Leblon. Invadiu e se instalou nas redações dos jornais e nas emissoras de TV, sob o silêncio comprometedor de suas chefias e diretorias. Quanto mais glamuroso o ambiente, quanto mais supostamente intelectualizado o grupo, mais você podia encontrar gente cheirando carreiras e carreiras do pó branco.

Em uma espúria relação de cumplicidade, imprensa e classe artística (que tanto se orgulham de serem, ambas, formadoras de opinião) de fato contribuíram enormemente para que o consumo das drogas, em especial da cocaína, se disseminasse no seio da sociedade carioca – e brasileira; por extensão.

Achavam o máximo; era, como se costumava dizer, um barato. Festa sem cocaína era festa careta. As pessoas curtiam a comodidade proporcionada pelos fornecedores: entregavam a droga em casa, sem a necessidade de inconvenientes viagens ao decaído mundo dos morros, vizinhos aos edifícios ricos do asfalto.

Nem é preciso detalhar como essa simples relação econômica de mercado terminou. Onde há demanda, deve haver a necessária oferta. E assim, com tanta gente endinheirada disposta a cheirar ou injetar sua dose diária de cocaína, os pés-de-chinelo das favelas viraram barões das drogas.

Há farta literatura mostrando como as conexões dos meliantes rastaqüeras, que só fumavam um baseado aqui e acolá, se tornaram senhores de um império, tomaram de assalto a mais linda cidade do país e agora cortam cabeças de quem ousa lhes cruzar o caminho e as exibem em bandejas, certos da impunidade. Qualquer mentecapto sabe que não pode resistir um sistema jurídico em que é proibida e reprimida a produção e venda da droga, porém seu consumo é, digamos assim, tolerado.

OS QUE CONSOMEM DROGAS DESTROEM FAMÍLIAS,
ARRASAM LARES, DESTROÇAM FUTUROS.

Não tenha vergonha de ser careta!
Credito: Zero Hora
São doentes os que consomem. Não sabem o que fazem. Não têm controle sobre seus atos. Destroem famílias, arrasam lares, destroçam futuros.

Que a mídia, os artistas e os intelectuais que tanto se drogaram nas três últimas décadas venham a público assumir: “EU AJUDEI A DESTRUIR O RIO DE JANEIRO.”

Façam um adesivo e preguem no vidro de seus Audis, BMWs e Mercedes.

Sylvio Guedes, editor-chefe do Jornal de Brasília
Por favor, repasse essa matéria. Poste no seu Face, blog, envie por e-mail, etc. Obrigado!

Colaboração: Por amor ao Rio de Janeiro

JESUS CRISTO é a nossa única esperança!
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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

A PRIMEIRA FAVELA DO RIO

A Primeira Favela do Rio de Janeiro


“A primeira favela do Brasil surgiu em 1897, no centro do Rio de Janeiro, para abrigar homens, mulheres e crianças que não faziam parte do projeto progressista dos homens da República.” (Roger Almeida)


MORRO DA PROVIDÊNCIA - Primeira Favela do Rio
(Foto: primeira metade do Século XX)

Favela: 
Conjunto de habitações populares, em geral toscamente construídas e usualmente deficientes de recursos higiênicos. (Definição do Mini-dicionário Aurélio)

Já para os alquimistas do I.B.G.E (Instituto de Geografia e Estatística), desde 2013, o que parece uma favela é um "aglomerado subnormal".


“Todo brasileiro, mesmo o alvo de cabelo louro, traz na alma, quando não na alma e no corpo, a sombra, ou pelo menos a pinta, do indígena ou do negro”. – (Gilberto Freire, 1900 – 1987, escritor e cientista social pernambucano)

ANO 1983 - BLITZ DA P.M NUM MORRO CARIOCA, 95 ANOS
APÓS A ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA NO BRASIL.

 CHOCANTE! 
Credito foto: Luiz Morier - Fotojonalismo Prêmio Esso.
“O pobre é humilhado e esculachado na favela. Já não agüento mais essa onda de violência. Só peço as autoridades um pouco mais de competência“. (Rap da Felicidade – Cidinho e Doca, 1994)   


Blitz da P.M num morro Carioca - 1983. E hoje? Nada mudou.

Cadê Amarildo?



Foto acima: "Cenas de violação dos direitos civis e humilhação impostas a um grupo de negros capturados durante blitz da P.M num morro Carioca. Mais tarde ficou provado que todos eram trabalhadores e sem nenhum registro criminal." - (Por José Reinaldo Marques, 08/07/2005)


COMPARE COM A FOTO ANTERIOR  (1983)
NA BLITZ DA P.M NUM MORRO DO RIO DE JANEIRO
Credito (arquivo.geledes.com.br) 
“Abre a tua boca, julga retamente, e faze justiça aos pobres e aos necessitados.” 
(Provérbios 31 V 9, Bíblia Sagrada)


"Não roubes ao pobre, porque é pobre, nem oprimas em juízo ao aflito, 
porque o SENHOR (Deus) defenderá a causa deles, 
e tirará a vida aos que os despojam."
-  (Provérbios 22 V 22, Bíblia Sagrada )

Origem da Primeira favela do Rio
“Entre 1896 e 1897 o Exército exterminou a população de Canudos, dentre idosos, mulheres e crianças, após fotografá-los sentados no chão. Os praças, ex-combatentes, tão miseráveis quanto os assassinados, ocuparam o Morro da Providência e nele plantaram uma pequena fava (favela) trazida de morro do campo de extermínio. A fava foi erradicada, mas a favela se alastrou.” (João Batista Damasceno, Doutor em Ciência Política e juiz de Direito. Membro da Associação Juízes para a Democracia)  - Fonte: Jornal O DIA, opinião, 21-11-2012.
SOBREVIVENTES DA GUERRA DE CANUDOS FOTOGRAFADOS EM 1897.
Após serem fotografados sentados no chão, todos foram exterminados
pelo Exercito Brasileiro, inclusive idosos, mulheres e crianças. 
Morro da Providência, antigo Morro da Favela.
“Ao regressarem das expedições contra Antônio Conselheiro (campanha de Canudos), no final do século XIX, receberam os soldados do Coronel Moreira Cesar e do General Artur Oscar alguns recursos para instalar-se em casa própria no Rio, e foi ali, nas abas da Providência, e foi ali, nas abas da Providência, que eles o fizeram, logo disseram que era a sua FAVELA Carioca, numa alusão ao morro do sertão baiano de onde a artilharia legalista bombardeava o reduto daqueles jagunços místicos. E o nome popularizando, fiou sendo também dos nossos demais conglomerados humanos semelhantes para afinal, figurar depois no dicionário como novo brasileirismo bem típicos dos tempos modernos, nas nossas atravancadas metrópoles”.  – (Brasil Gerson / Ruas do Rio)
MORRO DA FAVELA - 1958
(Atual Morro da Providência - Primeira Favela do Rio de Janeiro)
Por Jornal o Dia:
Em 1897, a primeira favela se forma, no Morro da Providência. Em breve, os barracos multiplicaram-se pelas colinas do Centro e na encosta dos maciços que circundam a cidade. [...] A população da capital já ultrapassava, em 1906, 800 mil. A favela era alternativa de moradia para os pobres, que continuavam atraídos para o Rio, em função da oferta de emprego na pequena indústria, no comércio e, principalmente, na construção civil.

Lugar de Esquecimento
Por Roger Almeida

(...) A onipresença das favelas cariocas é a marca mais concreta do Brasil – República.

A imponência de favelas como Rocinha, Cantagalo e Vidigal transpõe os cartões-postais da Zona sul carioca e há pouco mais de um século são entraves aos projetos urbanísticos excludentes da cidade. “Pode-se dizer que as favelas tornaram-se um marca da capital federal (no período da República Velha), em decorrência (não intencional) das tentativas dos republicanos radicais e dos teóricos do embranquecimento – incluindo-se aí os membros de várias oligarquias regionais – para torná-las uma cidade européia”, como afirma Alba Zaular e Marcos Alvito na introdução do livro “Um século de Favela”.

O prefeito Cândido Barata Ribeiro, em 26 de janeiro de 1893, botou abaixo o cortiço Cabeça de Porco, considerado o maior da cidade.  Francisco Pereira Passos, em março de 1904, com a demolição de 641 casas, desalojou quase 3.900 pessoas. Esses projetos de reforma urbana, especialmente segregacionista, deram início a um processo de ocupação e povoamento dos morros da cidade. A primeira favela do Brasil surgiu em 1897, no cento do Rio de Janeiro, para abrigar homens, mulheres e crianças que não faziam parte do projeto progressista dos homens da República. As reformas urbanas na capital federal marcaram a gestão do prefeito Pereira Passos entre os anos de 1902 a 1906.

A construção da Avenida Central foi um dos eventos que marcam o período republicano. Nesses anos, em que a cidade se transformou num canteiro de obras, foram erguidas dezenas de monumentos que permaneceriam na memória dos habitantes da cidade como uma construção dos homens do Brasil Republicano. Contudo, junto da edificação do boulevard que ligava a região portuária à Zona Sul carioca, surgiam os casebres de açafrão e de ocre. O Rio de Janeiro estava sendo construído como uma nova cidade, moderna, europizada, capaz de ser o cartão-postal da recém-criada República. Contrariando esse ideal, as favelas passaram a ser vistas como outras cidades, corpos estranhos dentro da urbe formal. Esses corpos estranhos não poderiam estar inseridos no projeto republicano que estava sendo construído na cidade do Rio de Janeiro.

O Morro da Favela, considerada a primeira favela do Brasil, a partir do ano de 1897 abrigou remanescente dos cortiços do centro do Rio, ex-escravos do Vale do Paraíba e os soldados desamparados da Guerra de Canudos e todos aqueles que jamais seriam retratados na poesia de Olavo Bilac. A favela erigia-se como monumento na região da Central do Brasil em frente à Praça da Aclamação (hoje Praça da República), lugar onde os célebres militares marcharam para proclamar a República brasileira em 1889. Hoje, conhecemos o antigo Morro da Favela como Favela da Providência, que ainda pode ser vista atrás da Central do Brasil, entre os bairros do Santo Cristo e Gamboa.  O Morro da Favela é a representação do que deveria ser esquecido para os republicanos da época. Nas lembranças da República Velha estão catalogadas, não oficialmente, as favelas do Rio de Janeiro e do Brasil porque foi a partir desse momento que iniciaram as desastrosas políticas urbanísticas para as cidades. Se hoje nós olharmos o Morro da Providência, lembraremos do prefeito Pereira Passos, do presidente Rodrigues Alves, da República Velha, pois ali se construiu o avesso de um lugar de memória, um lugar de esquecimento.  


POPULAÇÃO NEGRA HABITANTE DO MORRO DA BABILÔNIA, RJ  (1910)
Colaboração: Guia José Carlos Melo / Rio de Janeiro

JESUS CRISTO é a nossa única esperança!
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terça-feira, 7 de outubro de 2014

ORIGEM DO NOME RIO DE JANEIRO

Origem do Nome Rio de Janeiro

A origem do nome da cidade brasileira mais conhecida mundialmente, ainda é alvo de discussão entre estudiosos, pesquisadores, curiosos e moradores da Cidade Maravilhosa. Alguns sugerem cautela, pois tudo que foi produzido até hoje na tentativa de explicar a origem da denominação RIO DE JANEIRO que deu fama à cidade, que atrai visitantes brasileiros e estrangeiros o ano todo, são apenas suposições importantíssimas, mas que não satisfazem completamente a curiosidade geral.

Mapa da Baia do Rio de  Janeiro
(Guanabara)

Pelo motivo de não existir registros oficiais da expedição que teria dado nome a “baia” (Guanabara) que confundiram com um “rio”, dois anos após a descoberta do Brasil pelo navegador português Pedro Álvares Cabral, a busca continua até que a verdadeira origem do topônimo Rio de Janeiro fique bem esclarecida.

Até o final do século XX (passado), afirmava-se que a baia do Rio de Janeiro (Guanabara) fora descoberta pela frota portuguesa de André Gonçalves, na qual o famoso cartógrafo florentino Américo Vespúcio tinha o comando de um navio, no dia 1º de janeiro de 1502. Data em que naquela época, não se festejava nenhum santo pelo calendário religioso da Igreja Católica Apostólica Romana.   E que pelo fato dos descobridores não terem explorado a baía que os índios tamoios chamavam de “Gana-bará” (Guanabara: seio de mar ou semelhante ao mar) e também “iiteroi” (Niterói: águas escondidas), acreditaram estar diante da foz de um “grande rio”, dando-lhe o nome que conhecemos hoje: Rio de Janeiro. Este é um dos três pontos de vistas apresentados até o momento, na tentativa de se justificar a origem do nome.

No entanto, para alguns estudiosos, é um argumento pouco provável, pois os navegadores portugueses nunca denominaram lugares descobertos utilizando-se de datas (janeiro), e, que possivelmente, Rio de Janeiro, seria o único exemplo. E que o costume de designar lugares por nomes de datas, não era raro entre os franceses que tentaram converter a baía de Guanabara numa França Antártica.


AMÉRICO VESPÚCIO (1454 - 1512)
Cartógrafo Florentino

Credito (dec.ufcg.edu.br)
A outra opinião, é que quem descobriu o caminho marítimo das índias e eram considerados um dos maiores navegadores do mundo, jamais confundiriam a entrada de um rio ou de uma baía.  O que usaram, certamente, foi RIA + JANEIRO (mês da descoberta) = Ria de janeiro. Explicam que RIA, em geografia antiga, era a definição de uma entrada de baia e que acabou, ao longo do tempo, dando origem ao topônimo Rio de Janeiro.  

Entretanto, há quem defenda, que naquela época não havia qualquer distinção de nomenclatura entre rios, sacos e baias, razão pela qual o famoso corpo d’Água que hoje chamamos de baía de Guanabara, foi corretamente designado como RIO.

Os historiadores contavam ainda, até o final do século passado, que a frota comandada pelo Capitão André Gonçalves, depois de avistar o Rio de Janeiro, continuou sua jornada mais para o sul do litoral fluminense, e cinco dias depois as três caravelas chegaram a um local extasiante, a atual baía da Ilha Grande situada na Costa Verde. Como era o dia 6 de janeiro, dia consagrado pela Igreja Católica Romana aos Reis Magos, decidiram então batizar a enseada onde estavam ancorados, com o nome do santo do dia: Angra dos Reis.   

BRASÃO DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO 
Capital

Golfinhos de Prata simbolizando
cidade marítima

Porém, uma revisão histórica anunciada pelo Almirante Max Justo Guedes na “Conferência dos 500 anos” da cidade de Angra dos Reis, promovida pela prefeitura local, em 2002, apresenta oficialmente o nome do Capitão Gonçalo Coelho que acreditam ser o verdadeiro descobridor da baia do Rio de Janeiro (Guanabara) e da baia de Angra dos Reis, descobertas no mês de janeiro de 1502. Os pesquisadores destacaram que esta revisão histórica foi realizada com base na fonte: TRATADO DESCRITIVO DO BRASIL, de Gabriel Soares de Souza. Portanto, esqueçamos o navegador André Gonçalves como possível descobridor do Rio de Janeiro, Ilha Grande e Angra dos Reis. 

Agora fica bem claro, que o nome do verdadeiro comandante da expedição que avistou o Rio de Janeiro no primeiro dia de 1502 é o Capitão Gonçalo Coelho,  que contou com a ajuda do cartógrafo florentino Américo Vespúcio, que seguia a bordo, e se tornaria o cronista da viagem por desvendar através de suas célebres cartas, uma terra grátis, de natureza paradisíaca, maravilhando os intelectuais europeus de sua época.  

BANDEIRA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO



“Algumas vezes me extasiei com os odores das árvores e das flores, e com os sabores dessas frutas e raízes, tanto que pensava comigo estar perto do Paraíso Terrestre.” 
(Américo Vespúcio, janeiro de 1502)


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Ria de Janeiro
É pouco provável que os experientes navegadores europeus que avistaram pela primeira vez a baía de Guanabara, no início do século XVI, a tenham confundido com a foz de um rio. Pouquíssimo provável, portanto, que tenham batizado o lugar de Rio de Janeiro. Existe uma hipótese de que o nome escolhido foi Ria de Janeiro. Ria, não o verbo mas, substantivo: identificado em documento português de 1416, também significa, segundo o Houaiss, "braço do mar, que geralmente se presta à navegação". O termo náutico, pouco popular, pode ter se transformado no seu congênere de mais fácil assimilação pelos escrivães. 

Fonte: RHBN, nº 113, fev 2015, pág 85 - Almanaque.
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Colaboração: Guia José Carlos Melo / Rio de Janeiro 

JESUS CRISTO é a nossa única esperança!
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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

ORIGEM DOS NOMES CARIOCA E FLUMINENSE

Origem dos nomes Carioca e Fluminense




CHARLES DARWIN (1809 - 1882)
Naturalista Inglês
Credito Site (chc.cienciahoje.uol.com.br)


Rio de Janeiro

“Bonito é modesto demais”. 

(Charles Darwin, 1809-1882). 

Comentário sobre a paisagem carioca, no diário em que narra sua passagem pela cidade, em 1832.

“Em outra ocasião parti cedo em direção a montanha da Gávea. O ar estava deliciosamente fresco e perfumado, e as gotas de orvalhos ainda cintilavam sobre as folhas das grandes liláceas que cobriam com suas folhas os riachos de águas claras.”  



(Charles Darwin, no Rio, 1832.
 Naturalista Inglês).

“O Rio de Janeiro é a mais bela de todas as declarações de amor, e o mais emocionante de todos os caprichos da natureza”.  (Guia José Carlos Melo).



PEDRA DA GÁVEA (842 m altitude)
Maior bloco de pedra a beira mar do Planeta Terra 
Credito: queridoriodejaneiro 
“Provavelmente nenhuma outra cidade do mundo poderá ser comparada ao Rio de Janeiro na variedade, beleza e interesse que despertam os aspectos de seus arredores”. (Daniel P. Kidder, pub 1845 – Pastor Metodista norte-americano realizou trabalho missionário no Brasil entre 1837-1840). 

“Para ser carioca basta amar o Rio.” (Eduardo Paes, político, 2012)  

  
Rio de Janeiro é uma Cidade Maravilhosa abençoada por Deus, repleta de encantos em todos os cantos, onde há sempre um lugar com paisagens inesquecíveis para se conhecer melhor. É impossível negar. A primeira cidade do mundo a conquistar o título de Patrimônio Cultural da Humanidade (2012, UNESCO), na categoria paisagem natural, está de braços abertos para recebê-lo.  


RAMPA DE VOO LIVRE - PEDRA BONITA
Credito: queridoriodejaneiro
Conhecida mundialmente pelas belezas naturais, a cidade abriga dezenas de atrativos que são opções extraordinárias para cariocas e visitantes que desejam aproveitar o dia ao ar livre, em contato mais direto com a natureza: Jardim Botânico, Pedra da Gávea, Floresta da Tijuca e Baia de Guanabara são alguns exemplos. 
Há também o Rio do cartão-postal que brasileiros ou estrangeiros de todos os continentes sonham em conhecer devido à força de sua fama e beleza: Cristo Redentor, Pão de Açúcar, as praias de Ipanema e Copacabana, e o famoso Maracanã.  E muito mais! O Rio é assim, tem locais incríveis para você curtir em todas as estações do ano.

Denominação Carioca (Apelido)
O apelido CARIOCA dado aos nascidos na capital do estado homônimo (Rio de Janeiro), só foi usado a partir da criação do município neutro, em 1834, quando desmembrado da província do Rio de Janeiro. Antes desta data, porém, os nascidos no ‘ Rio ‘ (capital) também eram chamados de fluminense, assim como ainda são tratados os nascidos no estado do Rio de Janeiro, exceto na capital.

 FLORESTA DA TIJUCA
Caminhada por trilha
Credito: Guia José Carlos Melo
Com relação a origem indígena do topônimo CARIOCA (cari / branco + oca / casa = casa de branco ou casa branca) os historiadores tem cinco pontos de vista bem diferentes: para uns foi numa alusão a casa de pedra que os índios chamavam de carioca, mandada erguer por Gonçalo Coelho às margens de um “rio” que desembocava na Praia do Flamengo, na segunda expedição portuguesa sob seu comando, enviada ao Brasil em 1503.
Outros afirmam que é mais fácil acreditar que o local era chamado pelos índios de Acari-oca (toca ou casa do acará), peixe abundante naquela praia dando origem ao nome carioca. Ou quem sabe: rio dos acaris (acari / peixe + oca / casa = logo, casa do acari).

O historiador José R. Bessa Freire, na Revista História da Biblioteca Nacional nº 100 / página 45 fala em algo parecido: De orgiem tupi é a palavra carioca, nome de um rio que, segundo alguns especialistas, significa "morada (oca) do acari", um peixe que cava buracos na lama e ali mora como se fosse um anfíbio. Para outros, é o nome de uma aldeia, a "morada dos índios carijó".

Porém, há quem defenda que o termo carioca advém da aldeia Tupinambá "Kariók", localizada aos pés do atual Outeiro da Glória.

Agora, a historiadora Celeste R. B. Ramos apresenta uma versão relevante, que merece especial atenção. Diz ela: CARIOCA é uma palavra do tupi, Kaa-ry-og, que significa “corrente saída do mato ou  do monte. Essa corrente de água jorrava da nascente da serra, acima das Paineiras, e era famosa pela sua qualidade”.

PRAIA VERMELHA (URCA)
Zona Sul do Rio
Credito: queridoriodejaneiro

Pedro C. Menezes, jornalista e diplomata, afirma: O Rio Carioca, com seus 4,3 km de extensão é personagem de relevo na história do Rio de Janeiro. Afinal, empresta seu nome à gente que aqui vive. Qualquer que seja o significado, é importante lembrar que o Rio de Janeiro construiu sua história ao redor do Carioca.





Origem do nome Fluminense
Contam que era moda no século XIX, entre as pessoas cultas, dizer-se que flumen em latim significa “rio” em alusão ao RIOFluminense quer dizer fluvial; ou natural do estado do Rio de Janeiro.


PRAIAS DA ZONA OESTE DO RIO DE JANEIRO
Crédito: Guia José Carlos Melo

Entretanto, é importante lembrar que há três estados brasileiros cujos nomes se iniciam por ‘RIO’: Rio Grande do Norte (riograndense-do-norte); Rio Grande do Sul (riograndense-do-sul); porém, no querido Estado do Rio de Janeiro não existe “riojaneirense” para os seus habitantes. O gentílico tomou “flumen” do latim, que significa “rio”, dando origem a denominação fluminense. Na verdade, todos os nascidos no Estado do Rio de Janeiro, gostam mesmo é de serem chamados de CARIOCA. Para ser carioca basta amar o Rio!


Cidade Maravilhosa

COELHO NETO (1864 - 1934)
Escritor e Político 

Credito site (onordeste.com)

Como e quando surgiu a expressão de carinho “Cidade Maravilhosa”?
Foi o escritor, político e professor Coelho Neto, quem usou pela primeira vez a expressão Cidade Maravilhosa, em 29 de novembro de 1908, quando escreveu num artigo no Jornal A Notícia: “Rio de Janeiro, nome próprio Cidade Maravilhosa”.   O Maranhense publicou diversos livros, entre eles “Cidade Maravilhosa”, em 1928. 

Colaboração: Guia José Carlos Melo / Rio de Janeiro


JESUS CRISTO é a nossa única esperança!



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